Tenho me inspirado muito na lua, enxergando noites invisíveis. Imaginando loucuras em subúrbios frios e esquecidos pela madrugada. Sinto como se parte do meu cérebro fosse como a noite, sempre escura, misteriosa, que causa receio e medo de algo inesperado. É sempre pelas noites que ocorrem os mais tristes desfechos, os crimes mais perfeitos, os discursos de amor mais inspirados.
A luz do sol impede que possamos pensar com a profundidade que a lua nos permite. Já imaginou a luz da lua no fundo do mar? Pense na impossível cena de sermos alma de um ser dos oceanos, e lá da mais abissal profundeza enxergarmos o reflexo lunar cortando o fundo do mar de acordo com a vontade da maré. Pense naquela solidão, na escuridão tenebrosa e sem solução, um deserto de cachoeiras submersas, barcos enferrujados e seus copos cheios de areia, tendo como companhia apenas a doce sensação de se estar em um lugar onde nada há. além da luz da lua lá fora. Pense.

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