14.2.13

Das viagens noturnas

Os traços brancos no centro da pista vão ficando para trás aos milhões, causando tontura e uma sensação de que tudo corre.
A janela não abria, então era impossível sentir o vapor da noite, com seu cheiro selvagem e frio. Músicas escolhidas especialmente pareciam serem tocadas pelos deuses da escuridão que coloria de preto o céu e a paisagem lá fora.
O destino ia se aproximando e fazendo as expectativas acontecerem de forma mais viva. A distancia restante não causava desanimo, tampouco desconforto. Era como se aqueles minutos estivessem cumprindo um papel importante para o decorrer da vida. Estradas noturnas são como um pit-stop em uma corrida de carros, onde o combustível real são pensamentos e inspirações para o transcorrer dos dias.
Com o tanque cheio e a máquina fotográfica a estrada segue correndo, ficando para trás, nos levando para frente, onde bem quiser.

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