Naquela noite, descobrimos desde já, mais de um ano e meio antes das Eleições 2014, quem será o candidato eleito. Acabaram as expectativas da oposição.
"A resposta que o PT deve dar [à oposição] é dizer que eles podem se preparar, podem juntar quem eles quiserem e que, se eles tem dúvida, nós vamos dar como resposta a eles a reeleição da presidente Dilma em 2014."Essas palavras partiram de Lula, que, segundo o seu antecessor no Planalto, Fernando Henrique Cardoso, trabalha ocultamente (ou nem tanto) como presidente adjunto.
É possível notar no tom do discurso do petista a prepotência declarada, característica típica do PT desde 2002. Segundo suas palavras, que Dilma tome logo posse para mais quatro anos. Como ressaltou Lula, não existe o que possa ser feito pela oposição. Então que não desperdice o nosso tempo.
É com severa tristeza que os defensores dos princípios democráticos enxergam todos os dias demonstrações como esta partindo da ala governista. É um dos perigos claros de uma casta política que apoia a ditadura cubana, celebra a perpetuação no poder e que, como já sabemos, já está assegurada para 2014.

2 comentários:
Já enviei seu texto pra vc sabe onde...
Acho que vc tem futuro na escrita. hahahahaa
Mas, não vou comentar sobre o post. Nojinho.
Nem diria “prepotência”, Daykerson, mas não aceitação do fim do poder (ou da derrota), como o PT é também historicamente caracterizado. Lula não aceitou a derrota por Collor em 89 e propôs um governo paralelo, assim como não aceitaram (os petistas) que a merda fosse tantas vezes jogada contra o ventilador pela mídia.
O que entristece, sinceramente, fazendo agora uma consideração de cidadão, é ver a falência do mais forte dos partidos (em termos de adesão das massas) que se propõem “populares” – antes mesmo de concebê-lo como “esquerda”, o que creio que não seja mais, se é que um dia foi. E não falo pelo assistencialismo ou medidas afins, “democratizadoras”, pseudo-inclusivas, mas por este ter partido ter demonstrado uma postura de “preocupado com a pobreza” (que não podemos negar ser o maior problema do país) – e que agora não há mais como discordar de que foi apenas retórica, simplesmente discurso.
Saliento que, embora a indignação do eleitor, do cidadão, hoje, se volte contra o governo e seu partido, este não é o único que se enquadra nas belas características criticadas. E a pergunta que faço, instigando uma possível postagem é, “o que temos de opção para as próximas eleições que não tenha sido já um fracasso na história política do Brasil?” [preocupado].
Postar um comentário