16.2.13

Sem Tidos Ví

Ao acordar percebi perder o rumo. Os caminhos estavam confusos, perdidos em vilas escuras onde já não havia plantas na janela. Sonhando ou não, simplesmente me coloquei a correr para onde meus olhos estivessem cegos. O medo de bater a cabeça era menor que a vontade de ser louco, enfim. As pessoas opacas nas margens me olhavam pasmas, como se estivessem surpresas com o que viam. Enxergo novamente a rua cheia de nuvem, branca, feito algodão doce velho, onde eu poderia tocar as estrelas que deveriam estar alí. De repente acordei, e voltei para a rua. Já não sabia se era sonho frio ou cama quente. Era um vácuo entre a ironica realidade e a desfenerada alucinação. O olhos estavam abertos e fechados. Eu viajava e voltava para onde quer que eu estivesse. Parado, entre lençois e paredes, me coloquei a pensar dentro do sonho, ou da vida. Já não tenho coragem de dizer o que pensei. Na verdade nem sei onde estava. Insano.

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